Elefantes

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A cultura ocidental considera o elefante como o animal que representa o peso, a lentidão e a falta de jeito. Mas no oriente a ideia é completamente oposta, os hindus veneram os elefantes como animais sagrados. O elefante é a montaria dos reis, é o símbolo de estabilidade e imutabilidade, simboliza, dessa forma, o poder de reger, a paz e a prosperidade são os efeitos desse poder estabelecido. A ioga costuma atribuir o elefante a um dos chakras (muladhara), que corresponde ao elemento terra. No Hinduísmo, o elefante é a montaria de cada uma das oito deidades que presidem os oito pontos cardeais. O Deus Indra, Deus da chuva, das ventanias e dos elementos naturais, monta num elefante chamado Airavata.
Deus Indra- Airavata

Pintura indiana (de data e autor desconhecidos) que retrata o Deus Indra e Airavata

O elefante também remete a imagem de Ganesha, o Deus hindu com cabeça de elefante. Ganesha é o Deus da sabedoria, da remoção dos obstáculos e guardião da riqueza, é um dos Deuses mais cultuados na Índia. Ele abre os caminhos e seu nome significa “Senhor de todos os Seres”, além de representar conhecimento, inteligência, beleza, saúde, sucesso, prosperidade, graça, compaixão, força e equilíbrio. O Deus Krishna e a sua esposa Radha podem metamorfosear-se em elefantes, representando a corporeidade do amor divino.

Deus Ganesha

Deus Ganesha

Em alguns lugares, quando posicionado acima de uma pilastra, o elefante evoca o Despertar. É também considerado como um animal cósmico, visto que se assemelha à estrutura do cosmos: quatro pilares sustentando uma esfera. A tromba de um elefante em sonhos pode ter um caráter sexual, pela razão de ter um aspecto fálico, podem ainda estar exprimindo um conflito erótico, frequentemente, os elefantes são considerados como sendo símbolo da castidade. Na África, simboliza a força, a prosperidade, a longevidade e a sabedoria. Também segundo o Hinduísmo, os primeiros elefantes do mundo possuíam asas e brincavam com as nuvens, os elefantes mesmo sem asas, continuaram a ser amigos das nuvens e a ter o poder de pedir que elas trouxessem as chuvas. Por isso, os elefantes são ainda hoje venerados na Índia. Os elefantes ajudam as pessoas e trabalham muito, além de tudo, são considerados símbolo de boa sorte.

Elefantes Ghaia Esotérico

Elefantes Ghaia Esotérico

Elefantes atraem boas energias como adorno e amuletos na sala de sua casa, é considerado também um dos melhores amuletos para combater a inveja e o olho gordo. Os antigos diziam que um elefante vermelho de costas a porta de entrada, não permitiria que energias negativas se aproximassem. Para quem precisa de paciência, busca reduzir a ansiedade e sabedoria, recomenda-se meditar com o simbolismo do elefante.

Gnomos

Gnomos

A palavra Gnomo foi primeiramente usada por Paracelso (médico e alquimista), no séc. XVI, em um tratado para nomear os elementais da terra. Gnomo deriva do grego gnosis, que significa saber. Isso se deve ao conhecimento oculto que estes têm da terra, como onde encontrar metais e pedras. Apesar da palavra não ser usada há muito tempo, existem relatos sobre os gnomos desde as antigas civilizações germânicas, celtas, Incas, etc.). Os mesmos também são chamados por muitos nomes diferentes até hoje.

Segundo Paracelso, os Gnomos são muito semelhantes aos humanos, mas não possuem alma, por isso não são eternos. Sua natureza é mais sutil, já que habitam em um meio mais denso. São ágeis e rápidos, se assemelhando aos espíritos, podendo atravessar as rochas mais densas, da mesma forma que nós conseguimos atravessar o ar. Os Gnomos são os guardiões dos tesouros da terra e metais, distribuindo-os de forma aleatória para que não sejam facilmente encontrados.

Eles têm uma estatura pequena de mais ou menos 2 palmos e se tornaram conhecidos através das lendas populares, que os separaram por categorias.

Gnomo da casa: Toda casa tem um ou mais gnomos da casa. Estes cuidam de todas as pessoas e animais da casa. Como agradecimento, as pessoas costumam deixar comida em potinhos para eles.

Gnomo do jardim: Segundo a crença, ao colocarmos estátuas de gnomos em nosso jardim, eles nos ajudam a cuidar dele. Essa história gerou um grupo de protestantes (humoristas), que afirmam que os gnomos estão sendo escravizados ou apenas servindo de decoração, violando os direitos dos mesmos.
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Gnomo da floresta: Este tipo não gosta muito de contato com os seres humanos. Ele cuida das plantas, árvores e animais da floresta.

As estátuas de gnomos são usadas em vários países e representam em geral sorte, sucesso e harmonia com as forças da natureza. A representação mais comum dos Gnomos é com um chapéu vermelho na cabeça (onde residem seus poderes ocultos), com botas (demonstrando sua facilidade de locomoção na terra), com cabelos e barbas brancas (representando seu grande conhecimento e pureza de espírito). A aparência deles pode variar muito conforme a região onde são encontrados, pois costumam se parecer com os habitantes.

Gnomos

Os Leprechauns

A palavra Leprechaun, vem do Irlandês Lú Chorpain e significa pequeno corpo. Segundo o folclore Irlandês, de raízes celtas, um Leprechaun seria pequeno homenzinho velho, barbudo, com trajes verdes, um cachimbo, orelhas pontudas e um chapéu. Ele adora fazer sapatos e trabalha principalmente para as fadas, fazendo seus sapatos de dança. Ele é muito bem pago pelas fadas e esconde suas moedas em um pote de ouro no final de um arco-íris. Se capturado, concede 3 desejos em troca de sua liberdade. Este personagem se tornou mais popular no mundo depois da viagem de Walt Disney para a Irlanda, em 1959, que apaixonado pela história, fez o especial “Eu Capturei o Rei dos Leprechauns” (título original: I Captured the King of the Leprechauns), no seu programa de TV Disneyland e logo após, lançou o filme “A lenda dos Anões Mágicos” (título original: Darby O’Gill and the Little People).

Devido ao seu simbolismo de boa sorte e por fazer parte da cultura da Irlanda há tanto tempo, ele passou a fazer parte do simbolismo do Dia de São Patrício (Saint Patrick’s Day, comemorado no dia 17 de março). São Patrício é um santo padroeiro da Irlanda e é conhecido por sua sorte ao ter escapado da escravidão. Apesar do Dia de São Patrício ser um feriado religioso, no início do ano de 1995, o governo começou uma campanha para usar o dia como uma oportunidade de turismo e para mostrar a cultura da Irlanda aos outros países, foi então que o antigo personagem foi reciclado e usado para a promoção da festividade.

Pentagrama

Desde os primórdios da humanidade, o ser humano sempre se sentiu envolto por forças superiores e trocas energéticas que nem sempre soube identificar. Sujeito a perigos e riscos, teve a necessidade de captar forças benéficas para se proteger de seus inimigos e das vibrações maléficas. Foi em busca de imagens, objetos, e criou símbolos para poder entrar em sintonia com energias superiores e ir ao encontro de alguma forma de proteção.

Dentre estes inúmeros símbolos criados pelo homem, se destaca o pentagrama, que evoca uma simbologia múltipla, sempre fundamentada no número 5, que exprime a união dos desiguais. As cinco pontas do pentagrama põem em acordo, numa união fecunda, o 3, que significa o principio masculino, e o 2, que corresponde ao princípio feminino. Ele simboliza, então, o andrógino. O pentagrama sempre esteve associado com o mistério e a magia. Ele é a forma mais simples de estrela, que deve ser traçada com uma única linha, sendo conseqüentemente chamado de “Laço Infinito”.

A potência e associações do pentagrama evoluíram ao longo da história. Hoje é um símbolo onipresente entre os neopagãos, com muita profundidade mágica e grande significado simbólico. Um de seus mais antigos usos se encontra na Mesopotâmia, onde a figura do pentagrama aparecia em inscrições reais e simbolizava o poder imperial que se estendia “aos quatro cantos do mundo”. Entre os Hebreus, o símbolo foi designado como a Verdade, para os cinco livros do Pentateuco (os cinco livros do Velho Testamento, atribuídos a Moisés). Às vezes é incorretamente chamado de “Selo de Salomão”, sendo, entretanto, usado em paralelo com o Hexagrama.

Na Grécia Antiga, era conhecido como Pentalpha, geometricamente composto de cinco As.

Pitágoras, filósofo e matemático grego, grande místico e moralista, iniciado nos grandes mistérios, percorreu o mundo nas suas viagens e, em decorrência, se encontram possíveis explicações para a presença do pentagrama, no Egito, na Caldéia e nas terras ao redor da Índia. A geometria do pentagrama e suas associações metafísicas foram exploradas pelos pitagóricos, que o consideravam um emblema de perfeição. A geometria do pentagrama ficou conhecida como “A Proporção Dourada”, que ao longo da arte pós-helênica, pôde ser observada nos projetos de alguns templos.

Para os agnósticos, era o pentagrama a “Estrela Ardente” e, como a Lua crescente, um símbolo relacionado à magia e aos mistérios do céu noturno. Para os druidas, era um símbolo divino e, no Egito, era o símbolo do útero da terra, guardando uma relação simbólica com o conceito da forma da pirâmide. Os celtas pagãos atribuíam o símbolo do pentagrama à Deusa Morrigan.

Os primeiros cristãos relacionavam o pentagrama às cinco chagas de Cristo e, desde então, até os tempos medievais, era um símbolo cristão. Antes da Inquisição não havia nenhuma associação maligna ao pentagrama; pelo contrário, era a representação da verdade implícita, do misticismo religioso e do trabalho do Criador.

O imperador Constantino I, depois de ganhar a ajuda da Igreja Cristã na posse militar e religiosa do Império Romano em 312 d.C., usou o pentagrama junto com o símbolo de chi-rho (uma forma simbólica da cruz), como seu selo e amuleto. Tanto na celebração anual da Epifânia, que comemora a visita dos três Reis Magos ao menino Jesus, assim como também a missão da Igreja de levar a verdade aos gentios, tiveram como símbolo o pentagrama, embora em tempos mais recentes este símbolo tenha sido mudado, como reação ao uso neopagão do pentagrama.

Em tempos medievais, o “Laço Infinito” era o símbolo da verdade e da proteção contra demônios. Era usado como um amuleto de proteção pessoal e guardião de portas e janelas. Os Templários, uma ordem militar de monges formada durante as Cruzadas, ganharam grande riqueza e proeminência através das doações de todos aqueles que se juntavam à ordem, e amealhou também grandes tesouros trazidos da Terra Santa. Na localização do centro da “Ordem dos Templários”, ao redor de Rennes du Chatres, na França, é notável observar um pentagrama natural, quase perfeito, formado pelas montanhas que medem vários quilômetros ao redor do centro.

Há grande evidência da criação de outros alinhamentos geométricos exatos de Pentagramas como também de um Hexagrama, centrados nesse pentagrama natural, na localização de numerosas capelas e santuários nessa área. Está claro, no que sobrou das construções dos Templários, que os arquitetos e pedreiros associados à poderosa ordem conheciam muito bem a geometria do pentagrama e a “Proporção Dourada”, incorporando aquele misticismo aos seus projetos.

Entretanto, a “Ordem dos Templários” foi inteiramente dizimada, vítima da avareza da Igreja e de Luiz IX, religioso fanático da França, em 1.303. Iniciaram-se os tempos negros da Inquisição, das torturas e falsos-testemunhos, de purgar e queimar, esparramando-se como a repetição em câmara-lenta da peste negra, por toda a Europa.

Durante o longo período da Inquisição, havia a promulgação de muitas mentiras e acusações em decorrência dos “interesses” da ortodoxia e eliminação de heresias. A Igreja mergulhou por um longo período no mesmo diabolismo ao qual buscou se opor. O pentagrama foi visto, então, como simbolizando a cabeça de um bode ou o diabo, na forma de Baphomet, e era Baphomet quem a Inquisição acusou os Templários de adorar. Também, por esse tempo, envenenar como meio de assassinato entrou em evidência. Ervas potentes e drogas trazidas do leste durante as Cruzadas, entraram na farmacopéia dos curandeiros, dos sábios e das bruxas.

Curas, mortes e mistérios desviaram a atenção dos dominicanos da Inquisição, dos hereges cristãos, para as bruxas pagãs e para os sábios, que tinham o conhecimento e o poder do uso dessas drogas e venenos. Durante a purgação das bruxas, outro deus cornudo, como Pan, chegou a ser comparado com o diabo (um conceito cristão) e o pentagrama – popular símbolo de segurança – pela primeira vez na história, foi associado ao mal e chamado “Pé da Bruxa”. As velhas religiões e seus símbolos caíram na clandestinidade por medo da perseguição da Igreja e lá ficaram definhando gradualmente, durante séculos. As sociedades secretas de artesãos e eruditos, que durante a inquisição viveram uma verdadeira paranóia, realizando seus estudos longe dos olhos da Igreja, já podiam agora com o fim do período de trevas da Inquisição, trazer à luz o Hermetismo, ciência doutrinaria ligada ao agnosticismo surgida no Egito, atribuída ao deus Thot, chamado pelos gregos de Hermes Trismegisto, e formada principalmente pela associação de elementos doutrinários orientais e neoplatônicos. Cristalizou-se, então, um ensinamento secreto em que se misturavam filosofia e alquimia, ciência oculta da arte de transmutar metais em ouro. O simbolismo gráfico e geométrico floresceu, se tornou importante e, finalmente, o período do Renascimento emergiu, dando início a uma era de luz e desenvolvimento.

Um novo conceito de mundo pôde ser passado para a Europa renascida, onde o pentagrama (representação do número cinco), significava agora o microcosmo, símbolo do Homem Pitagórico que aparece como uma figura humana de braços e pernas abertas, parecendo estar disposto em cinco partes em forma de cruz; o Homem Individual. A mesma representação simbolizava o macrocosmo, o Homem Universal – dois eixos, um vertical e outro horizontal, passando por um mesmo centro. Um símbolo de ordem e de perfeição, da Verdade Divina. Portanto, “o que está em cima é como o que está embaixo”, como durante muito tempo já vinha sendo ensinado nas filosofias orientais. O pentagrama pitagórico – que se tornou, na Europa, o de Hermes, gnóstico – já não aparece apenas como um símbolo de conhecimento, mas também como um meio de conjurar e adquirir o poder. Figuras de Pentagramas eram utilizadas pelos magos para exercer seu poder: existiam Pentagramas de amor, de má sorte, etc. No calendário de Tycho Brahe “Naturale Magicum Perpetuum” (1582), novamente aparece a figura do pentagrama com um corpo humano sobreposto, que foi associado aos elementos. Agripa (Henry Cornelius Von de Agripa Nettesheim), contemporâneo de Tycho Brahe, mostra proporcionalmente a mesma figura, colocando em sua volta os cinco planetas e a Lua no ponto central (genitália) da figura humana. Outras ilustrações do mesmo período foram feitas por Leonardo da Vinci, mostrando as relações geométricas do Homem com o Universo. Mais tarde, o pentagrama veio simbolizar a relação da cabeça para os quatro membros e conseqüentemente da pura essência concentrada de qualquer coisa, ou o espírito para os quatro elementos tradicionais: terra, água, ar e fogo – o espírito representado pela quinta essência (a “Quinta Essentia” dos alquimistas e agnósticos).

Na Maçonaria, o homem microcósmico era associado com o Pentalpha (a estrela de cinco pontas). O símbolo era usado entrelaçado e perpendicular ao trono do mestre da loja. As propriedades e estruturas geométricas do “Laço Infinito” foram simbolicamente incorporadas aos 72 graus do Compasso – o emblema maçônico da virtude e do dever. Nenhuma ilustração conhecida associando o pentagrama com o mal aparece até o Século XIX. Eliphas Levi (Alphonse Louis Constant) ilustra o pentagrama vertical do homem microcósmico ao lado de um pentagrama invertido, com a cabeça do bode de Baphomet (figura panteísta e mágica do absoluto). Em decorrência dessa ilustração e justaposição, a figura do pentagrama, foi levada ao conceito do bem e do mal. Contra o racionalismo do Século XVIII, sobreveio uma reação no Século XIX, com o crescimento de um misticismo novo que muito deve à Santa Cabala, tradição antiga do Judaísmo, que relaciona a cosmogonia de Deus e universo à moral e verdades ocultas, e sua relação com o homem.

Não é tanto uma religião mas, sim, um sistema filosófico de compreensão fundamentado num simbolismo numérico e alfabético, relacionando palavras e conceitos. Eliphas Levi foi um expositor profundo da Cabala e instrumentou o caminho para a abertura de diversas lojas de tradição hermética no ocidente: a “Ordem Temporale Orientalis” (OTO), a “Ordem Hermética do Amanhecer Dourado” (Golden Dawn), a “Sociedade Teosófica”, os “Rosacruzes”, e muitas outras, inclusive as modernas Lojas e tradições da Maçonaria. Levi, entre outras obras, utilizou o Tarot como um poderoso sistema de imagens simbólicas, que se relacionavam de perto com a Cabala. Foi Levi também quem criou o Tetragrammaton – ou seja, o pentagrama com inscrições cabalísticas, que exprime o domínio do espírito sobre os elementos, e é por este signo que se invocavam, em rituais mágicos, os silfos do ar, as salamandras do fogo, as ondinas da água e os gnomos da terra (“Dogma e Ritual da Alta Magia” de Eliphas Levi).

A Golden Dawn, em seu período áureo (de 1888 até o começo da primeira guerra mundial), muito contribuiu para a disseminação das raízes da Cabala Hermética moderna ao redor do mundo e, através de escritos e trabalhos de vários de seus membros, principalmente Aleister Crowley, surgiram algumas das idéias mais importantes da filosofia e da mágica da moderna Cabala. Em torno de 1940, Gerald Gardner adotou o pentagrama vertical, como um símbolo usado em rituais pagãos. Era também o pentagrama desenhado nos altares dos rituais, simbolizando os três aspectos da deusa mais os dois aspectos do deus, nascendo, então, a nova religião de Wicca. Por volta de 1960, o pentagrama retomou força como poderoso talismã, juntamente com o crescente interesse popular em bruxaria e Wicca, e a publicação de muitos livros (incluindo vários romances) sobre o assunto, ocasionando uma decorrente reação da Igreja, preocupada com esta nova força emergente. Um dos aspectos extremos dessa reação foi causado pelo estabelecimento do culto satânico – “A Igreja de Satanás” – por Anton La Vay. Como emblema de sua igreja, La Vay adotou o pentagrama invertido (inspirado na figura de Baphomet de Eliphas Levi). Isso agravou com grande intensidade a reação da Igreja Cristã, que transformou o símbolo sagrado do pentagrama, invertido ou não, em símbolo do diabo. A configuração da estrela de cinco pontas, em posições distintas, trouxe vários conceitos simbólicos para o pentagrama, que foram sendo associados, na mente dos neopagãos, a conceitos de magia branca ou magia negra. Esse fato ocasionou a formação de um forte código de ética de Wicca – que trazia como preceito básico: “Não desejes ou faças ao próximo, o que não quiseres que volte para vós, com três vezes mais força daquela que desejaste.” Apesar dos escritos criados para diferenciar o uso do pentagrama pela religião Wicca, das utilizações feitas pelo satanismo, principalmente nos Estados Unidos, onde os cristãos fundamentalistas se tornaram particularmente agressivos a qualquer movimento que envolvesse bruxaria e o símbolo do pentagrama, alguns wiccanianos se colocaram contrários ao uso deste símbolo, como forma de se protegerem contra a discriminação estabelecida por grupos religiosos radicais. Apesar de todas as complexidades ocasionadas através dos diversos usos do pentagrama, ele se tornou firmemente um símbolo indicador de proteção, ocultismo e perfeição. Suas mais variadas formas e associações em muito evoluíram ao longo da história e se mantêm com toda a sua onipresença, significado e simbolismo, até os dias de hoje. O Pentagrama é o símbolo de toda criação mágica. Suas origens estão perdidas no tempo. O pentagrama foi usado por muitos grupos de pessoas aos longo da História como símbolo de poder mágico. O Pentagrama é conhecido com a estrela do microcosmo, ou do pequeno universo, a figura do homem que domina o espírito sobre a matéria, a inteligência sobre os instintos. Na Europa Medieval era conhecido como “Pé de Druida” e como “Pé de Feiticeiro”, em outras épocas ficou conhecido como “Cruz dos Goblins”. O Pentagrama representa o próprio corpo, os 4 membros e a cabeça. É a representação primordial dos 5 sentidos tanto interiores como exteriores. Além disso, representa os 5 estágios da vida do homem:

Nascimento: o início de tudo

Infância: momento onde o indivíduo cria suas próprias bases

Maturidade: fase da comunhão com as outras pessoas

Velhice: fase de reflexão, momento de maior sabedoria

Morte: tempo do término para um novo início

O Pentagrama é o símbolo da Bruxaria. Os Bruxos usam um Pentagrama para representar a sua fé e para se reconhecerem. O Pentagrama é tão importante para um Wiccaniano, assim como uma cruz é importante para um cristão, ou como um Selo de Salomão é importante para um judeu. O Pentagrama representa o homem dentro do círculo, o mais alto símbolo da comunhão total com os Deuses. É o mais alto símbolo da Arte, pois mostra o homem reverenciando a Deusa , já que é a estilização de uma estrela (homem) assentada no círculo da Lua Cheia (Deusa). Cada uma das pontas possui um significado particular:

PONTA 1 – ESPÍRITO: representa os criadores , a Deusa e o Deus, pois eles guiam a nossa vida e nos ajudam na realização dos ritos e trabalhos mágicos. O Deus e a Deusa são detentores dos 4 elementos e estes elementos são as outras 4 pontas.

PONTA 2 – TERRA: representa as forças telúricas e os poderes dos elementais da terra, os Gnomos. É a ponta que simboliza os mistérios, o lado invisível da vida, a força da fertilização e do crescimento.

PONTA 3 – AR: representa as forças aéreas e os poderes dos Silfos. Corresponde à inteligência , ao poder do saber, a força da comunicação e da criatividade.

PONTA 4 – FOGO: representa a energia, a vontade e o poder das Salamandras. Corresponde às mudanças, às transformações. É a força da ativação e da agilidade.

PONTA 5 – ÁGUA: representa as forças aquáticas e aos poderes das Ondinas. Está ligada às emoções, ao entardecer, ao inconsciente. Corresponde às forças da mobilidade e adaptabilidade. Portanto, o Bruxo que detém conhecimento sobre os elementos usa o Pentagrama como símbolo de domínio e poder sobre os mesmos.

Ártemis

Ártemis ou Artemisa (grego Άρτεμις) é a deusa da caça na mitologia grega. É também a deusa do deserto, dos animais selvagens e da fertilidade (ela se tornou uma deusa da fertilidade e do parto, principalmente nas cidades). É filha de Leto e Zeus, e a irmã gêmea deApolo. Ela é muitas vezes representada com um símbolo da lua crescente acima da testa e às vezes era identificada com Selene e Hécate (deusas ligadas à lua). Ártemis pertenceu ao grupo dos 12 Deuses Olímpicos e é uma deusa virgem. Sua vocação principal era vagar florestas de montanhas e terras não cultivadas com suas ninfas, que a ajudavam a caçar leões, panteras, corças e veados. E contraditoriamente à tarde, ela ajudava a proteger e cuidar de seu bem-estar, também sua segurança e reprodução. Ela estava sempre armada com um arco e flechas, os quais foram feitos pelo deus Hefesto e os ciclopes. Sua correspondente romana é Diana.
Nascimento
Ártemis nasceu um dia antes de seu irmão Apolo. Sua mãe deu à luz na ilha de Ortygia, então, quase imediatamente após seu nascimento, ela ajudou a mãe a cruzar o estreito sobre a ilha de Delos, onde então nasceu Apolo. Este foi o início de seu papel de guardiã das crianças e padroeira das mulheres no parto. Sendo uma deusa de contradições, ela era a protetora das mulheres em trabalho de parto, mas foi dito que as setas de Ártemis traziam morte súbita durante o parto. Assim como seu irmão, Apolo, Ártemis era uma divindade de cura, mas também trazia e espalhava doenças como a raiva, lepra e até mesmo gota.  Sendo associada à castidade, Ártemis em uma idade precoce (em uma lenda que ela tinha três anos de idade) pediu a seu pai, o grande deus Zeus, para conceder-lhe a virgindade eterna. Além disso, todas as suas companheiras eram virgens. Ártemis era muito protetora de sua pureza, e punia gravemente qualquer homem que tentasse desonrá-la de qualquer forma.
Actéon, enquanto caçava, acidentalmente veio sobre Ártemis e suas ninfas, que tomavam banho nuas em uma piscina isolada. Ao vê-las em toda a sua beleza despidas, Actéon parou atordoado e olhou para elas, mas quando Ártemis o viu, o transformou automaticamente em um veado. Então, irritada com desgosto, ela colocou seus próprios cães contra ele. Eles perseguiram e mataram o que pensavam que fosse outro veado, mas era seu mestre.
O mesmo acontece com Órion, um gigante e um grande caçador, existem várias lendas que contam de sua morte, uma delas envolvendo Ártemis. Diz-se que ele tentou estuprar a deusa virgem, e por isso ela o matou com seu arco e flechas. Outra diz que ela conjurou um escorpião que matou Órion e seu cão. Órion se tornou uma constelação no céu noturno, e seu cachorro se tornou Sirius, a estrela do cão. No entanto, outra versão diz que foi o escorpião que o picou e foi transformado em constelação junto com Órion, formando a constelação de Escorpião. Ártemis ficou furiosa quando uma de suas ninfas, Calisto, permitiu que Zeus a seduzisse, mas o grande deus se aproximou dela em um de seus disfarces, ele veio na forma de Ártemis.  A ninfa jovem foi involuntariamente enganada, e ela deu à luz Arcas, o antepassado do árcades, mas Ártemis não mostrou misericórdia e transformou-a em um urso. Ela, então, atirou nela e a matou. Como Órion, ela foi enviada para os céus, e se tornou a constelação da Ursa Maior (que também é conhecida como “o Arado”).
Ártemis era muito possessiva. Ela mostrava sua ira para qualquer um que desobedecesse seus desejos, especialmente contra seus animais sagrados. A ira de Ártemis caiu até mesmo sobre o grande herói Agamenon, quando ele matou um veado em seu bosque sagrado. Seu castigo veio quando seus navios passaram por uma calmaria, enquanto ele fazia o seu caminho para cercar Tróia. Sem ventos para navegar com seus navios, lhe foi dito pelo vidente Calcas que a única maneira de Ártemis trazer de volta os ventos era ele sacrificar sua filha Ephigênia. Algumas versões dizem que ele sacrificou Ephigênia, outras que Ártemis colocou um cervo em seu lugar, e levou Ephigênia para a terra de Tauri (Criméia), como uma sacerdotisa, para preparar estranhos para o sacrifício a Ártemis .
Ártemis, junto com seu irmão gêmeo, Apolo, condenou à morte os filhos de Niobe. A razão é que Niobe, uma mera mortal, havia dito ao Leto, a mãe dos gêmeos divinos, que ela deu a luz a mais crianças, o que deve fazê-la superior a Leto. Apolo ficou indignado com tal insulto a sua mãe e informou a Ártemis o fato. Os deuses gêmeos então caçaram os filhos de Níobe um por um, atirando-lhes com os seus arcos e flechas; Apolo matou os meninos e as meninas Ártemis.
Era adorada na maioria das cidades gregas, mas apenas como uma divindade secundária. No entanto, para os gregos na Ásia Menor (Turquia moderna), ela era uma divindade de destaque. Em Éfeso, uma cidade principal da Ásia Menor, um grande templo foi construído em sua honra, que se tornou uma das “Sete Maravilhas do Mundo Antigo”. Mas em Éfeso era adorada principalmente como uma deusa da fertilidade, e foi identificada com a deusa Cibele, mãe de terras orientais. As estátuas do culto de Ártemis em Éfeso diferem muito das da Grécia continental, enquanto que ela é representada como uma caçadora com seu arco e flechas. Aquelas encontradas em Éfeso mostram ela no estilo oriental, de pé com nós numerosos em seu peito. Há muitas teorias sobre o que eles representam. Alguns dizem que são os seios, outros que são testículos de touros que foram sacrificados para ela. Qual é a verdadeira interpretação permanece incerto, mas todas representam a fertilidade.
 Entre os epítetos dados a Ártemis são: Potnia Theron (amante de animais selvagens), este título foi mencionado pelo poeta Homero; Kourotrophos (enfermeira da juventude); Locheia (auxiliar no parto); Agrotera (caçadora) e Cynthia (retirado sua cidade natal, no Monte Cynthus em Delos). Quando jovens meninas chegavam a puberdade, elas eram iniciadas no seu culto, mas quando elas decidiam se casar, o que Artemis não era contra, elas eram convidadas a colocar na frente do altar toda a parafernália de sua virgindade, brinquedos, bonecas e mechas de seu cabelo, então elas deixavam o domínio da casta deusa .
Haviam várias festas em honra de Ártemis, como a Brauronia, que era realizada em Brauron, e o festival de Ártemis Orthia, realizada em Esparta, quando os jovens meninos espartanos tentavam roubar queijos do altar. Enquanto tentavam eles eram chicoteados. O significado de Orthia e a natureza do ritual de chicotadas foi perdida e não há nenhuma explicação lógica ou tradução.

 

Lenda de Matrioska

    Era uma vez em virtuoso carpinteiro russo chamado Serguei, que ganhava a vida talhando belos objetos de madeira: instrumentos musicais, brinquedos… Todas as semanas, ele enfrentava o frio do bosque para buscar madeira e assim construir novos objetos. Uma certa manhã ao sair para recolher a madeira, ele encontrou o campo todo coberto de uma grossa capa de neve. À noite havia sido difícil. Ele rezou. Toda a madeira que ele encontrava no caminho estava úmida e só lhe servia para fazer fogo.

Abatido pelo cansaço, ele decidiu retornar à sua casa e tentar a sorte no dia seguinte. Quando ele estava dando meia volta, lhe chamou a atenção um tronco de madeira esplêndido, o mais belo que ele havia visto em sua vida. Rápido como um raio ele retornou ao seu estúdio, porém vários dias se passaram até ele decidir o que talhar. Finalmente, decidiu fazer uma preciosa boneca.

Era tão bonita, que decidiu não vendê-la para lhe fazer companhia. “Você se chamara Matrioska” disse ele à inerte figura. Cada manhã, ao levantar-se ele falava com sua companheira. “Bom dia, Matrioska” . Um dia, ela lhe respondeu: “Bom dia Serguei”. O carpinteiro se surpreendeu, porém ao invés de sentir medo ele se sentiu feliz por ter alguém com quem conversar.

Com o tempo, o carpinteiro percebeu que Matrioska estava triste e lhe perguntou o que estava acontecendo. Ela lhe respondeu que via que todo mundo tinha um filho ou filha e ela desejava ter um. “Terei que te abrir e isso será doloroso” – respondeu Serguei.  E ela disse: “Na vida, as coisas importantes requerem um pequeno sacrifício”. E sem pensar  duas vezes ele talhou uma réplica, menor e lhe chamou de Trioska. Ela já não se sentia mais sozinha.

O instinto maternal se apoderou também de Trioska e Serguei concordou que está também teria um filho, se chamaria Oska. Mas Oska também queria um decendente. O carpinteiro contou que dessa vez a madeira poderia originar uma boneca má. Oska não desistiu. Após pensar, ele talhou um boneco, bem pequeno e com bigode e lhe batizou de Ka. E o colocou em frente ao espelho e disse: “Você é um homem, não pode ter filhos!”

Então colocou Ka dentro de Oska. A Oska dentro da Trioska e a Trioska dentro da Matrioska. Um dia, misteriosamente, Matrioska desapareceu com toda sua família dentro. Serguei ficou desolado.

Daruma

 

O boneco Daruma, comumente encontrado em residências japonesas, é um símbolo de boa sorte. Ele representa o monge indiano Bodhidharma, fundador do zen-budismo na China, que perdeu as suas pernas após muitos anos de meditação em cima de uma pedra.
Daruma também é um símbolo de perseverança e esforço contínuo, pois por mais que se tente derrubá-lo, ele sempre volta à posição vertical. Seus outros nomes são Huto (“O velho que nunca cai”) e Okiagari-koboshi (“O pequeno monge que sempre se levanta”).

Existe a crença popular de que o Daruma ajuda a realizar desejos. Para tanto é necessário pintar um olho do boneco ao se fazer um pedido, e o outro , assim que este se realiza. É dessa forma que os olhos do Daruma finalmente se abrem. E após o pedido ser realizado você pode presentear alguém com ele, passando para a pessoa toda prosperidade e boa sorte que você teve com o Daruma.

Bastet

BASTET, a deusa gata da mitologia egípcia. Protetora dos gatos, das mulheres, da maternidade, da cura. Era guardiã das casas e feroz defensora dos seus filhos, representando o amor maternal e quando havia perigos à seus protegidos ela se transformava em uma leoa para protegê-los. Tem também grande ligação com a Lua, porque a luz e a magia da Lua influência a todos os felinos. Bastet é uma das esposas de Rá (deus Sol), com quem foi mãe de Nefertum e Mihos. É representada como uma Gata Preta, com um brinco e um colar ou uma mulher com cabeça de gato segurando um sistro, instrumento musical sagrado.

Os antigos egípcios representavam os seus deuses com aspecto humanos e cabeça de animal. Cada deus tem seu animal sagrado associado e digno de adoração, como se fosse a própria divindade. E tal como os humanos os animais eram também mumificados para assim poderem ser preservados no além. Os gatos eram tão sagrados no antigo Egito, que quem matasse um gato era condenado à pena de morte. Considerado um ser divino, ao ponto que quando um deles morria de morte natural, as pessoas da casa raspavam as sobrancelhas em sinal de luto.

O Templo de Bastet era em Bubastis (cidade do Delta do Nilo), cujo nome em egípcio “Per-Bast” (significa: “a casa de Bastet”), mantinha gatos sagrados que eram embalsamados em grandes cerimônias quando morriam, porque eram considerados como encarnação da deusa.

Bastet foi uma das divindades mais veneradas no Antigo Egito. Nas festas dedicadas a Bastet, as ruas enchiam-se de música, de dança, brincadeiras, com muita comida, muitos doces, mel e vinho. As sacerdotisas de Bastet desciam o rio Nilo, anunciando as festividades em homenagem à deusa usando uma espécie de sino de metal, os snujs. A bailarina purificava o ambiente ao dançar com os snujs espantando os maus espíritos.

O símbolo do GATO PRETO era utilizado pelos médicos egípcios para anunciar a sua capacidade de cura.

ALTAR PARA DEUSA BASTET – Deusa protetora dos lares e da família.

Faça um altar dentro de casa e coloque uma imagem da deusa Bastet e em volta coloque fotos de seus gatos e de sua família (também de seus outros animais de estimação). Sempre que quiser, pode acender uma vela de cor verde ou branca. Peça sempre a proteção e o amor maternal de Bastet, porque ela tem o poder de se transformar em ferocidade quando algum de seus filhos é atacado.
Via: Olhos de Bastet

Gaia

Gaia (ou Gaea) é a protogena (deusa primordial) da Terra, um dos primeiros elementos que surgiu no despontar da criação, junto com o Ar, Mar e Céu. Ela é a grande mãe de tudo: os deuses celestiais foram descendentes de sua união com Uranos (o Céu), os deuses marinhos de sua união com Pontos (o Mar), os Gigantes de sua união com Tártaros (o submundo) e as criaturas mortais foram crescendo ou nascendo de sua matéria terrena.

No mito Gaia aparece como a principal adversária dos deuses celestiais. Primeiro ela se rebelou contra seu marido Urano (Céu) que tinha aprisionado seus filhos em seu ventre.  Então, mais tarde, quando seu filho Kronos a desafiou aprisionando esses mesmos filhos, ela ajudou Zeus em sua guerra contra os Titãs. Finalmente, ela entrou em conflito com Zeus, irritada com ele por aprisionar seus filhos no Tártaro. Em sua oposição ela gerou a tribo dos Gigantes e depois o Monstro Tifeu para destroná-lo, mas ambos falharam em ambas tentativas.
Na antiga cosmologia grega a Terra era concebida como um disco chato circulada pelo Rio Oceano, e coberta pela solida cúpula do céu e abaixo pelo grande poço do Tártaro. Ela suportava o Mar e as Montanhas sobre seu seio.
Gaia é descrita como uma rechonchuda, mulher matrona, elevando-se da terra, nas pinturas de vasos gregos. Ela era retratada como inseparável do seu elemento nativo. Na arte mosaica, Gaia aparece geralmente vestida de verde e por vezes acompanhada por espíritos de grão – os Karpos.

Anúbis

 

  É o deus do embalsamamento e guardião das necrópoles. Na mitologia egípcia, Anúbis foi quem embalsamou o deus Osíris (que aparece mumificado em suas representações). Sua principal função era de preparar a múmia para a viagem ao submundo. Um dos deuses mais antigos do panteão egípcio e geralmente representado com cabeça de chacal ou cachorro. Sua primeira aparição remonta aos textos das pirâmides, onde era o deus supremo dos mortos, com o passar dos tempos essa função foi cedida a Osíris.

Nas mumificações reais, os sacerdotes usavam uma máscara de chacal simbolizando o deus do embalsamamento.No Livro dos Mortos, Anúbis aparece conduzindo o morto até o julgamento de Osíris e é ele quem opera as medições na balança, que decidia se o morto tinha um coração mais leve do que a pena da deusa Maat. Muitos cães foram encontrados mumificados em homenagem ao deus Anúbis.

Há muitos mitos em relação a Anúbis e quem seria sua família. Talvez o mais popular seja o que mostra ele como filho de Osíris e tendo como mãe a deusa Néftis (se passando por Ísis ou embebedando Osíris para gerar o filho) e quando Ísis teria descoberto, acabou indo atrás da criança que virou posteriormente seu protetor. Há também versões que diz que Anúbis seria filho de Seth ou de Rá. Anúbis teve um lugar de destaque na tumba do faraó Tutankhamon. Uma estátua do deus em forma de chacal foi encontrada por Howard Carter quando a tumba foi aberta.

Ganesha

 

Ganesha pertence à família de deuses mais populares do Hinduísmo. Ele é o filho mais velho de Parvati e Shiva. Ganesha tem uma enorme cabeça de elefante, imensa para um corpo de menino indicando sua capacidade intelectual e a firme dedicação ao estudo das escrituras.

Ganesha é o Sábio. Ganesha tem na fronte o Vibhuti e um pequeno tridente indicando que é filho de Shiva – o Senhor da disciplina e da aniquilação da ignorância, indica também, que o sábio tem sempre em mente o Ser Supremo.

As enormes orelhas e a cabeça de elefante representam os dois primeiros passos para a auto realização – “Sravanam”, escutar o ensinamento e “Mananam”, refletir sobre ele. A tromba representa “Viveka”, a capacidade de discriminação entre Nitya, o eterno e ilimitado, e Anitya, o não eterno. O intelecto do homem comum está sempre preso entre os pares de opostos (as presas), o Sábio não é mais afetado por esses pares de opostos (frio-calor, prazer-dor, alegria-tristeza, etc.) tendo atingido um estado de equanimidade , representado por uma das presas quebrada. O Sábio nunca esquece sua verdadeira natureza (memória de elefante). A barriga enorme representa sua capacidade de engolir, digerir e assimilar todos os obstáculos, assim como o ensinamento escutado. O ratinho que fica aos seus pés simboliza o Ego e seus desejos com sua voracidade e cobiça, frequentemente roubando mais do que pode comer e guardando mais do que pode lembrar.

O Sábio tem o desejo sob total controlo, por isso o ratinho olha para cima e aguarda sua permissão para comer os objetos dos sentidos. A cabeça de Ganesha simboliza o Atman ou a alma, que é a suprema realidade da existência humana, e seu corpo humano representa Maya, ou a existência terrena dos seres humanos. A cabeça de elefante indica sabedoria e seu tronco representa Om, o símbolo de som da realidade cósmica. Na mão direita superior Ganesha tem um aguilhão, que ajuda a impulsionar a humanidade para a frente no caminho eterno e eliminar os obstáculos do caminho. A corda na mão esquerda de Ganesha é um delicado instrumento para captar todas as dificuldades. A presa quebrada de Ganesha, que tem como uma caneta na mão direita inferior é um símbolo de sacrifício, que partiu para escrever o Mahabharata.

O rosário na mão de outros autores sugere que a busca do conhecimento deve ser contínuo. O lado (doce) que detém no seu tronco indica que é preciso descobrir a doçura do Atman. Seus ouvidos fã-como saber que ele é todo ouvidos para a nossa petição. A serpente que corre em volta de sua cintura representa a energia em todas as formas. A mão inferior esquerda oferece Modaka – Modaka é um doce de leite e arroz tostado que representa a satisfação, a plenitude que se alcança com um caminho de disciplina e auto conhecimento.

Existe uma lenda que conta que Ganesha é o segundo filho mítico de Shiva (que representa a Consciência) e Parvati (que representa a energia dinâmica). O primeiro filho deles se chamaKartikeya ou Subramanyam, cujo filho simboliza aspectos de nosso ser que não participa dos negócios mundanos, e com intensa manifestação das qualidades do pai (Shiva): severidade, separação, conhecimento espiritual e felicidades. Entretanto Parvati queria um filho mais da terra, que fosse seu ajudante, assim criou Ganesha uma perfeita combinação de inteligência e participação ativa no mundo, que simboliza aí os aspectos mais práticos do nosso ser.