Filtro dos Sonhos

   Filtros dos Sonhos

Este amuleto da cultura indígena ojibwa é conhecido por vários nomes: filtro dos sonhos, espanta-espíritos, apanhador de sonhos ou caçador de sonhos. É formado um aro, ao qual são atrelados e pendurados vários fios, formando uma sorte de teia de aranha, propositalmente irregular em sua forma, segurando algumas poucas penas.

O objetivo principal deste instrumento é atrair os bons sonhos e afastar os pesadelos. Por este motivo é colocado principalmente no quarto de dormir. O uso mais apropriado do filtro dos sonhos  é em frente a uma janela, onde a luz possa bater pela manhã, pois, assim os sonhos passam pelo furo e os pesadelos ficam presos na teia e desaparecem com a luz do amanhecer.

Outra opção muito comum é pendurar o filtro dos sonhos sobre a cama, bem em cima do corpo da pessoa. Assim, irá proteger seu sono e trazer bons sonhos. Ainda podemos usar um filtro dos sonhos em vários ambientes e de várias formas: no mundo da moda, decoração, em tatuagens, colares, roupas, estampas, brincos, amuletos e afins, tudo em busca de levar consigo mais uma proteção.

A tradição manda que as teias coloridas sejam penduradas sobre o berço dos bebês e a caminha das crianças. Os sonhos bons, sabendo exatamente aonde ir, conseguem passar pelo buraco central da teia, ao passo que os sonhos ruins ficam perdidos e acabam presos nos fios. Conta uma velha lenda dos nativos norte-americanos que um velho índio, ao fazer uma Busca da Visão no topo de uma montanha, encontrou IKTOMI, a aranha, e comunicou-se em linguagem sagrada. A Aranha pegou um aro de cipó e começou a tecer uma teia com cabelo de cavalo e as oferendas recebidas. Enquanto tecia, o espírito da Aranha falou sobre os ciclos da vida, do nascimento à morte, e das boas e más forças que atuam sobre nós em cada uma dessas fases. Ela dizia: “Se você trabalhar com forças boas será guiado na direção certa e entrará em harmonia com a natureza, do contrário, irá para uma direção que causará dor e infortúnios.”

No final a Aranha devolveu ao velho índio o aro de cipó com uma teia no centro dizendo-lhe: “No centro está a teia que representa o ciclo da vida. Use-a para ajudar seu povo a alcançar seus objetivos, fazendo bom uso de suas ideias, sonhos e visões. Eles vêm de um lugar chamado Espírito do Mundo que se ocupa do ar da noite com sonhos bons e ruins”. O mais comum é usar o filtro dos sonhos em quartos de bebês e crianças que têm  sono agitado ou pesadelos. Mas nada impede de qualquer pessoa usar o instrumento para ter boas energias, bons sonhos e ótimo sono.

 

Via: Vida e Estilo

Santa Paulina

 

Nascida no dia 16 de dezembro de 1865, em Vígolo Vattaro, Trentino Alto Ádige, norte da Itália recebeu o nome de Amábile Lúcia Visintainer. Era a segunda filha de Antônio Napoleone Visintainer e Anna Pianezzer.

Imigrante italiana radicada no Brasil desde os nove anos de idade, Santa Paulina adotou o Brasil como sua pátria e os brasileiros como irmãos.

Imigrou para o Brasil, juntamente com seus pais, seus irmãos e outras famílias da região Trentina, no ano de 1875, estabelecendo-se na localidade de Vígolo – Nova Trento – Santa Catarina – Brasil. Em 1887 faleceu sua mãe e Amábile cuidou da família até o pai contrair novo casamento. Desde pequena ajudava na Paróquia de Nova Trento, especificamente na Capela de Vígolo, como paroquiana engajada na vida pastoral e social.

Aos 12 de julho de 1890 com sua amiga, Virginia Rosa Nicolodi, deu início à Congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição, cuidando de Angela Viviani, em fase terminal de câncer, num casebre doado por Beniamino Gallotti. Após a morte da enferma, em 1891, juntou-se a ela mais uma entusiasta de ideal: Teresa Anna Maule.

Em 1894 o trio fundacional da Congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição transferiu-se para a cidade de Nova Trento. Receberam em doação o terreno e a casa de madeira dos generosos benfeitores: João Valle e Francisco Sgrott, hoje um centro de encontros.

A itinerância missionária

Em 1903, Santa Paulina foi eleita, pelas Irmãs, superiora geral, por toda a vida. Nesse mesmo ano, deixou Nova Trento para cuidar dos ex-escravos idosos e crianças órfãs, filhas de ex-escravos e pobres no Ipiranga, em São Paulo – SP. Recebeu apoio do pe. Luiz Maria Rossi e ajuda de benfeitores em especial do conde Dr. José Vicente de Azevedo.

Em 1909, a Congregação cresce nos estados de Santa Catarina e São Paulo. As Irmãs assumem a missão evangelizadora na educação, na catequese, no cuidado às pessoas idosas, doentes e crianças órfãs.

Nesse mesmo ano, Santa Paulina é deposta do cargo de Superiora Geral pela autoridade eclesiástica e enviada para Bragança Paulista, a fim de cuidar doentes e asilados, onde testemunha humildade heróica e amor ao Reino de Deus. Compreendendo que a obra é de Deus e não sua, ela se submete humildemente e permanece por 09 anos naquela missão.

Em 1918, Santa Paulina é chamada a viver na sede Geral da Congregação, onde testemunha uma vida de santidade e ajuda na elaboração da História da Congregação e no resgate do Carisma fundante. Acompanha e abençoa as Irmãs que partem em missão para novas fundações. Alegra-se com as que são enviadas aos povos indígenas em Mato Grosso, em 1934. Rejubila-se com o Decreto de Louvor dado pelo Papa Pio XI, em 1933, à Congregação.

Santa Paulina morre aos 77 anos, na Casa Geral em São Paulo, dia 9 de julho de 1942, com fama de santidade; pois viveu em grau heróico as virtudes de FÉ, ESPERANÇA e CARIDADE e demais virtudes.

Histórico de Santa Paulina

16 de dezembro de 1865 – Nasce Amábile Lúcia Visintainer, filha de Antônio Napoleone Visintainer e Anna Pianezzer, em Vigolo Vattaro, Trentino Alto Ádige, Itália.

Outubro de 1875 – Amábile e seus pais chegam a Santa Catarina, no Brasil, junto com a primeira leva de imigrantes para este Estado.

12 de Julho de 1890 – Amábile funda a Congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição, em Vígolo, Nova Trento (SC).

07 de dezembro de 1895 – Amábile faz seus votos religiosos e passa a ser conhecida como Irmã Paulina do Coração Agonizante de Jesus, a Madre Paulina.

02 de fevereiro de 1903 – Madre Paulina transfere-se para São Paulo, onde inicia a obra da “Sagrada Família”, ajudando filhos de ex-escravos e idosos no bairro Ipiranga.

29 de agosto de 1909 – Madre Paulina acaba deposta de seu cargo de superiora geral, sendo transferida para Bragança Paulista.

Setembro de 1909 – Em Bragança Paulista, a Madre Paulina trabalha como lavadeira, faxineira e enfermeira, cuidando de doentes e inválidos.

1918 – Madre Paulina retorna para São Paulo.

19 de maio de 1933 – Recebe o Decreto de louvor de sua obra, concedido pelo Papa Pio XI.

18 de março de 1938 – O braço direito da Madre, que era diabética, é amputado.

09 de julho de 1942 – Madre Paulina morre, aos 77 anos.

23 de setembro de 1966 – Eluíza Rosa de Souza (Imbituba-SC) sobrevive a uma hemorragia interna e choque irreversível. Em seu peito foi colocado um pedaço de roupa de Madre Paulina e ela foi curada.

18 de outubro de 1991 – Madre Paulina é Beatificada, em Florianópolis, por João Paulo II.

5 de junho de 1992 – Iza Bruna Vieira de Souza nasce com um tumor da cabeça. Operada, sofre convulsões cerebrais e, aparentemente, sem chance de sobreviver. A avó coloca um retrato de Madre Paulina perto da menina. Em 24 horas, depois de ser batizada, a menina recupera a saúde.

19 de maio de 2002 – Madre Paulina é Canonizada, na Praça de São Pedro, e passa a ser chamada de Santa Paulina do Coração Agonizante de Jesus.

 

Via: Santuária Santa Paulina

Dragão Chinês

Uma antiga forma de escrita tem a forma de símbolo caracterizada pelo “dragão” que agora é escrito 龍 ou 龙 e pronunciado de forma longa no mandarim.

A origem do dragão chinês não é precisa, mas muitos estudiosos concordam que se originou dos totens de diferentes tribos na China. Alguns sugeriram que vêm de uma representação de uma junção de animais existentes, tais como serpentes, de peixes, ou de crocodilos. Por exemplo, o local de Banpo da cultura de Yangshao em Shaanxi representou uma alongada serpente marinha. Os arqueólogos acreditam que “peixes longos” teriam evoluído em imagens do dragão chinês.

A associação com peixes é refletida na lenda de uma carpa que viu o topo de uma montanha e decidido ir alcançá-la. Nadou rio acima, escalando correntezas e cachoeiras e não as deixando atrapalharem seu caminho. Quando alcançou o topo, lá havia a mítica “porta do dragão” e a saltando se transformou em dragão. Acredita-se que diversas cachoeiras e cataratas na China poderiam ser a localização da porta do dragão. Esta lenda é usada como uma representação simbólica para o esforço necessário para superar obstáculos e conseguir o sucesso.

Alguns estudiosos relatam que o primeiro imperador lendário da China, Huang Di (黃帝, imperador amarelo), usou uma serpente para revestir seus braços. Cada vez que conquistava uma outra tribo, incorporava o emblema do seu inimigo derrotado no seu braço. Isso explica porque o dragão parece ter características de vários animais.
Representação das cores
Azul: Augúrio do Verão

Vermelho e Negro: Dragões destas cores eram bestas ferozes cujas lutas causavam tempestades e outros desastres naturais.

Amarelo: Estes eram os mais afortunados e favoráveis dos dragões. Não podiam ser domados, capturados ou mesmo mortos. Apenas apareciam em tempos apropriados e somente se houvesse uma perfeição à ser encontrada. Também conhecido como Dragão da Prosperidade.

Os Dragões chineses podiam tomar a forma humana ou de uma fera se desejassem e tinham uma bizarra coleção de fobias. Temiam o ferro, mas para criaturas que eram vistas como mestres de tais elementos e quase divinos, também temiam outras estranhas coisas como centopeias ou fios de seda tingidos em cinco cores. O Japão também tinha seus dragões. Chamados de Tatsu, eles eram bastante relacionados com os Dragões Chineses. Assim como eles, também tinham diferentes sub-tipos, entretanto geralmente tinham somente três garras e eram mais parecidos com cobras.”

 

Via: Hudson William

Tutankamon

Biografia de Tutankamon

Tutankamon, quando nasceu, foi batizado Tutankaton. Era filho do faraó Amenófis IV, que havia mudado o próprio nome para Akhenaton, em homenagem a Aton, o deus que o faraó pretendia fosse o principal a ser cultuado (os sacerdotes de Tebas cultuavam especialmente Amon).

Esta mudança cultural imposta por Akhenaton gerou intensos conflitos internos. Quando Akhenaton morreu, talvez assassinado, Tutankaton era uma criança ainda. Nefertiti (hoje famosa, como um modelo de beleza atemporal, por causa de um busto que a retratava) era a esposa principal de Akhenaton. Mas Tutankaton não era filho de Nefertiti, que pariu seis vezes, mas apenas meninas. Desejando ter um filho homem (quase uma obrigação, na época), Akhenaton teve relações com outras, e não se sabe com certeza quem foi a mãe de Tutankaton.

O que se sabe é que, com a morte de Akhenaton e, pouco depois, a de Nefertiti, Tutankaton virou faraó em 1336 (ou 1333) a.C. Logo ele mudaria seu nome para Tutankamon – o que significava, na prática, que o culto a Amon estava restaurado e que Aton deveria ser esquecido.

Obviamente, sendo ainda uma criança, assumindo o trono aos 10 anos, não foi exatamente Tutancâmon quem tomou tal decisão nem seria ele quem efetivamente governaria o Antigo Egito nos próximos anos, mas sim seus tutores.

Tutancâmon governou por um período muito curto, morrendo em 1327 (ou 1324) a.C., com apenas 19 anos. Assim, passaria à História como “o faraó menino”…

Como morreu Tutancâmon?

Em 2010, um estudo publicado no Journal of the American Medical Association revelou estudos feitos sobre a múmia de Tutankamon – e mais algumas outras.

A múmia de Tutankamon apresenta uma perfuração no crânio e, por isto, acreditava-se até então que ele pudesse ter sido assassinado. A perfuração, dizem os cientistas, aconteceu somente durante a mumificação, possivelmente de forma acidental.

Os exames atuais mostraram que, na verdade, Tutankamon tinha malária, pois foram encontrados vestígios do Plasmodium falciparum, agente causador da doença. Uma tomografia mostrou ainda uma lesão em seu fêmur direito, recente, ocorrida pouco antes de sua morte. A nova hipótese, portanto, é que esta lesão infeccionou, debilitando ainda mais o estado de saúde do “faraó menino” e causando sua morte.

Tutankamon tinha também doenças genéticas, como fenda palatina (herdade de Akhenaton) e a síndrome de Köhler-Freiberg (impedia o fluxo sanguíneo normal ao pés e provocou uma necrose de um osso – em sua tumba haviam 130 bengalas). Análises de DNA mostram que os pais de Tutankamon eram irmãos (algo comum no Antigo Egito, para que o poder não saísse da família real). O próprio Tutankamon se casou com uma irmã – em sua tumba foram encontrados dois fetos mumificados, prováveis filhos desta união.

Antes se postulavam outras síndromes para Tutankamon, por conta de representações que o deixam com traços curvos, afeminados, mas estas foram afastadas com os estudos mais atuais. Estas representações atípicas podem ser apenas um reflexo da arte amarniana, novo estilo imposto por seu pai.

A tumba de Tutankamon

No ano 1922 da nossa era, foi descoberta a múmia e a tumba de Tutankamon, no Vale dos Reis. Os arqueólogos e egiptólogos que exploravam a região haviam encontrado, até então, pouquíssimos resquícios do passado. Porém a tumba de Tutancâmon estava mais escondida e estava intacta. E o seu conteúdo era maravilhoso, esplendoroso, e despertou ainda mais o interesse do mundo todo sobre o Antigo Egito.

Pelo reinado muito curto, sem grandes feitos, costuma-se dizer que Tutankamon foi um faraó inexpressivo na história do Antigo Egito. Que entrou acidentalmente nesta grande história, pois o público só o conhece por causa de sua tumba. Que provavelmente a tumba dele não era a mais luxuosa e, se outras tivessem sido encontradas intactas, Tutancâmon seria apenas mais um nome numa grande lista de faraós.

De fato, é um acidente o brilho do nome de Tutankamon entre os faraós mais populares atualmente. Isto, entretanto, não nos autoriza a dizer que seu reinado foi insignificante. Akhenaton tentou fazer um giro de 180 graus em vários aspectos do Antigo Egito, como o religioso e o artístico (com a instituição de formas mais curvas nos desenhos, por exemplo). Tutankamon (ou seus tutores, que seja) desfez a guinada tentada pelo pai.

Pelo pai! Ora, não bastasse ser uma “correção” dos rumos da História (o que teria acontecido se o jovem fincasse o pé em prosseguir os passos de Akhenaton?), ainda há aí um conflito psicológico interessante, que psicanalistas poderiam analisar sob a ótica do Complexo de Édipo. Todo filho quer matar o pai (simbolicamente), já dizia Freud. Akhenaton, com suas inovações radicais, “matou” seu pai, Amenófis III, conhecido por ter propiciado um grande período de paz ao Egito. Agora Tutankamon, filho colateral (e filhos colaterais nunca eram vistos por ninguém como sucessores 100% legítimos), vê os poderosos contra seu pai e, se não resolve, ao menos aceita que ele seja “morto”, que suas ideias sejam completamente apagadas…

Via: Antigo Egito

Xangô

 

Nem seria preciso falar do poder de Xangô (Sòngó), porque o poder é sua síntese. Xangô nasce do poder morre em nome do poder. Rei absoluto, forte, imbatível: um déspota. O prazer de Xangô é o poder. Xangô manda nos poderosos, manda em seu reino e nos reinos vizinhos. Xangô é rei entre todos os reis. Não existe uma hierarquia entre os orixás, nenhum possui mais axé que o outro, apenas Oxalá, que representa o patriarca da religião e é o orixá mais velho, goza de certa primazia. Contudo, se preciso fosse escolher um orixá todo-poderoso, quem, senão Xangô para assumir esse papel?

Xangô gosta dos desafios, que não raras vezes aparecem nas saudações que lhe fazem seus devotos na África. Porém o desafio é feito sempre para ratificar o poder de Xangô.

A maneira como todos devem se referir a Xangô já expressa o seu poder. Procure imaginar um elefante, mas um Elefante-de-olhos-tão-grandes-quanto-potes-de-boca-larga: esse é Xangô e, se o corpo do animal segue a proporção dos olhos, Xangô realmente é o Elefante-que-manda-na-savana, imponente, poderoso.

Percebe-se que a imagem de poder está sempre associada a Xangô. O poder real, por exemplo, lhe é devido por ter se tornado o quarto alafim de Òyó, que era considerada a capital política dos iorubas, a cidade mais importante da Nigéria. Xangô destronou o próprio meio-irmão Dadá-Ajaká com um golpe militar. A personalidade pacienciosa e tolerante do irmão irritavam Xangô e, certamente, o povo de Òyó, que o apoiou para que ele se tornasse o seu grande rei, até hoje lembrado.

O trono de Òyó já pertencia a Xangô por direito, pois seu pai, Oranian, foi fundador da cidade e de sua dinastia. Ele só fez apressar a sua ascensão. Xangô é o rei que não aceita contestação, todos sabem de seus méritos e reconhecem que seu poder, antes de ser conquistado pela opressão, pela força, é merecido. Xangô foi o grande alafim de Òyo porque soube inspirar credibilidade aos seus súditos, tomou as decisões mais acertadas e sábias e, sobretudo, demonstrou a sua capacidade para o comando, persuadindo a todos não só por seu poder repressivo como por seu senso de justiça muito apurado.

Não erram, como se viu, os que dizem que Xangô exerce o poder de uma forma ditatorial, que faz uso da força e da repressão para manter a autoridade. Sabe-se, no entanto, que nenhuma ditadura ou regime despótico mantém-se por muito tempo se não houver respaldo popular. Em outros termos, o déspota reflete a imagem de seu povo, e este ama o seu senhor, seja porque nos momentos de tensão responde com eficiência, seja por assumir a postura de um pai. No caso de Xangô, sua retidão e honestidade superam o seu caráter arbitrário; suas medidas, embora impostas, são sempre justas e por isso ele é, acima de tudo, um rei amado, pois é repressor por seu estilo, não por maldade.

Fato é que não se pode falar de Xangô sem falar de poder. Ele expressa autoridade dos grandes governantes, mas também detém o poder mágico, já que domina o mais perigoso de todos os elementos da natureza: o fogo. O poder mágico de Xangô reside no raio, no fogo que corta o céu, que destrói na Terra, mas que transforma, que protege, que ilumina o caminho. O fogo é a grande arma de Xangô, com a qual castiga aqueles que não honram seu nome. Por meio do raio ele atinge a casa do próprio malfeitor.
Xangô é bastante cultuado na região de Tapá ou Nupê, que, segundo algumas versões históricas, seria terra de origem de sua família materna.

Tudo que se relaciona com Xangô lembra realeza, as suas vestes, a sua riqueza, a sua forma de gerir o poder. A cor vermelha, por exemplo, sempre esteve ligada à nobreza, só os grandes reis pisavam sobre o tapete vermelho, e Xangô pisa sobre o fogo, o vermelho original, o seu tapete.

Xangô sempre foi um homem bonito extremamente vaidoso, por isso conquistou todas a mulheres que quis, e, afinal, o que seria um ‘olhar de fogo’senão um olhar de desejo ardente? Quem resiste ao olhar de flerte de Xangô?

Xangô era um amante irresistível e por isso foi disputado por três mulheres. Iansã foi sua primeira esposa e a única que o acompanhou em sua saída estratégica da vida. È com ela que divide o domínio sobre o fogo.
Oxum foi à segunda esposa de Xangô e a mais amada. Apenas por Oxum, Xangô perdeu a cabeça, só por ela chorou.

A terceira esposa de Xangô foi Oba, que amou e não foi amada. Oba abdicou de sua vida para viver por Xangô, foi capaz de mutilar o seu corpo por amor o seu rei.

Xangô decide sobre a vida de todos, mas sobre a sua vida (e sua morte) só ele tem o direito de decidir. Ele é mais poderoso que a morte, razão pela qual passou a ser o seu anti-símbolo.

Via: Templos de Umbanda

Hotei – 7 Deuses da Felicidade

 

Hotei também é conhecido como Buda risonho e é retratado como um monge budista e eremita, que viveu na China no século 10. É considerado o patrono das crianças pobres, para quem entrega os presentes que carrega em sua grande bolsa.

É careca, baixinho e sua grande barriga simboliza o seu grande coração e foi muito amado pelo povo. Mesmo deitando sobre neve, seu corpo não se molha, acerta todas as previsões de tempo, e, segundo contam, nunca errou ao adivinhar sobre a sorte das pessoas.

Acredita-se que se colocar moedas em baixo de uma imagem de Hotei, o mesmo irá trazer muita prosperidade pro seu dono.

 

Via: Japão em Foco

7 Deuses da Felicidade – Shichi Fukujin

Shichi Fukujin (七福神) são os 7 deuses da felicidade (conhecidos também como 7 deuses da sorte) e da fortuna e precursores de conhecimento, riqueza, saúde, prosperidade, etc. Faz parte da mitologia e tradição japonesa relacionada ao Ano Novo (O Shougatsu). Assim como para nós, o Papai Noel e seu trenó, juntamente com as renas são referências do Natal, os sete deuses em sua arca, o Takarabune (arca do tesouro), são referências do Ano Novo no Japão, para trazer presentes, fortuna, felicidade e sorte.
Uma superstição muito comum é colocar uma imagem com os 7 deuses no Takarabune, debaixo do travesseiro, no dia de Ano Novo, para trazer sorte para o ano que está começando. Dentre os 7 deuses, apenas um tem suas origens no Japão, o Ebisu. Os outros seis deuses são originários de outras culturas, como China e Índia, sendo assimilados ao longo dos séculos pela mitologia e cultura japonesa.

Via: Japão em Foco

Orixás

Na cultura africana, orixás aproximam-se dos seres humanos por suas características, uma vez que se manifestam através de emoções, assim como nós. Além de cada orixá ter seu simbolismo particular, como um conjunto de cores, comidas, rezas, cantigas e até horários.
Ao serem trazidos ao Brasil, os africanos, escravizados, sofreram com a imposição da cultura da Igreja Católica, assim disfarçaram santos da Igreja Católica em seus Orixás.
Os orixás são classificados nos 4 elementos: Ar, água, fogo e terra. Os mais populares são Iansã: dona dos ventos; Oxum: mãe da água doce; Xangô: que domina os raios e os trovões; Yemanjá: rainha dos mares.

Magia

 

Primeiramente, não vamos confundir magia com mágica, apesar dos nomes serem um pouco parecidos, uma coisa não é nem um pouco parecida com a outra. Ao longo dos anos, um número infinito de definições da palavra “magia” apareceram, muitos a interpretando de forma errada.
Na magia se estuda os segredos da natureza e a sua relação com o homem, criando assim um conjunto de teorias e práticas que visam ao desenvolvimento integral das faculdades internas espirituais e ocultas do Homem, até que este tenha o domínio total sobre si mesmo e sobre a natureza. A etimologia da palavra Magia, provém da Língua Persa, magus ou magi, que significa sábio.

Entendendo um pouco da história da magia, há registros de práticas mágicas em diversas épocas e civilizações. Supõe-se que o caçador primitivo desenhava a presa na parede da caverna antevendo o sucesso da caça. Segundo o Novo Testamento bíblico, por exemplo, são três magos os primeiros a dar as boas vindas a Jesus recém-nascido. No Velho Testamento, há a disputa mágica entre Moisés e os Magos Egípcios.
Praticamente todas as religiões preservaram suas atividades mágicas ritualísticas, que se confundem com a própria prática religiosa, como a celebração da Comunhão pelos católicos, a incorporação de entidades pelos médiuns espíritas ou, por exemplo, a prece diária do muçulmano voltado para Meca .
Durante o período da Inquisição, os magos foram perseguidos, julgados e queimados vivos pela Igreja Católica, pois esta acreditava que a magia estava relacionada com o diabo e suas manifestações.